mercoledì, aprile 30, 2008

EU SOU UMA CRIATURA AUDITIVA. SÓ ME LEMBRO DE QUE TENHO OLFATO QUANDO RECONHEÇO O CHEIRO DO SUSHI (OU DA EMBALAGEM DE ISOPOR, NÃO DECIDI QUAL DOS DOIS) QUE COMIA EM FINS DE 2006, QUANDO ME MUDEI - E ORA TORNO A COMPRAR.

PALADAR É OUTRO SENTIDO QUE NUNCA ME DISSE A QUE VEIO. ACREDITO QUE APENAS DUAS COISAS NESTE MUNDO (OCIDENTALÍSSIMO) AINDA ME PROVOCAM PRAZER: CHAMPIGNON E BACONZITOS. DO RESTO, PASSO AO LARGO - SEM REMORSO.

A AUDIÇÃO, NÃO. A AUDIÇÃO ME FASCINA. A AUDIÇÃO MARCA, INDELEVELMENTE, CADA ANO - DESOLADOR OU FELIZ QUE ME TENHA SIDO - EM QUE ESTIVE VIVA. DE 1997 PARA CÁ, PELO MENOS, QUE ERA QUANDO EU JÁ GASTAVA OS TROCADOS AGRUPADOS AO LONGO DE SABE-SE LÁ QUANTOS MESES EM CEDÊS.

JÁ ENCERREI, COM PRAZER MÓRBIDO, A TRACK LIST A SER EXECUTADA NO MEU VELÓRIO. COMEÇA COM COHEN, PERPASSA FABRIZIO DE ANDRÉ E DEPOIS RETORNA À ORIGEM. 'QUEEN VICTORIA'.

NÃO PRECISO DE FLORES, DISPENSO O TRAVESSEIRINHO DENTRO DO CAIXÃO. QUERO TÃO-SOMENTE EXECUTADAS AS MÚSICAS QUE EM VIDA ESCUTEI À EXAUSTÃO. E A MEIA DÚZIA DE PRESENTES ATENTA AOS VERSOS TODOS. NÃO PEÇO MAIS DO QUE ISSO. RUMO AO LIMBO - 'MEZANINO DO INFERNO' - DE ALMA MENOS ENCARDIDA.

venerdì, aprile 25, 2008




The villagers found out that Farmer Emmerich
Was nurturing a serpent
And descended upon his farm
All rabid in their blindness
They dragged the snake outside
Chopped it open with an axe
And the ground soaked
In the milk of human kindness


NICOLAU CAVERNA. CONHEÇO-O SUPERFICIALMENTE, MAS O ENCANTO JÁ É IRREVOGÁVEL. TENDO A GOSTAR DE MÚSICAS CUJOS VERSOS NARREM UMA HISTORIETA. SÃO SEMPRE AMÁVEIS, COMO A 'BALADA DA ÉGUA AUSENTE','FAMOUS BLUE RAINCOAT' - AMBOS DO COHEN -, 'VALSINHA' E TANTAS OUTRAS DO CHICO.

O QUASE-DESFECHO DESSA MÚSICA, 'THE BROWN APE', É ESPETACULAR. A MALTA IRASCÍVEL PREVALECENDO SOBRE A CARIDADE, A GENEROSIDADE E O ALTRUÍSMO.

E DEPOIS SE DIZ QUE AO INFERNO SÓ SE CHEGA NO PÓS-MORTE...


domenica, aprile 20, 2008

pros:

HONESTA;
AUTO-HIGIÊNICA;
EXCELENTE ADMINISTRADORA FINANCEIRA;
NÃO COME FRITURAS (O COLESTEROL É BEM BAIXINHO);
RECEBE OS AMIGOS COM UMA ALEGRIA MANÍACA (NO SENTIDO PSIQUIÁTRICO DO TERMO);
DESISTIU DO ÁLCOOL ONTEM À NOITE.


cons:

PEDANTE (SOBRETUDO EM RELAÇÃO A PORTUGUÊS E DIREITOS FUNDAMENTAIS);
INSONE;
IMPACIENTE AO EXTREMO;
PÍFIA MOTORISTA;
PEDESTRE AINDA MAIS PÍFIA;
FASCINADA POR BARBITÚRICOS E ANTIINFLAMATÓRIOS RECHAÇADOS PELA ANVISA;
MOFINA;
DESORIENTADA;
RADICALISTA;
INSATISFEITA QUANTO A TRIBUTOS;
INÁBIL A PRONUNCIAR RAPIDAMENTE A PALAVRA 'DESOBEDIÊNCIA' E O BINÔMIO 'RELAÇÕES EXTERIORES';
DESENGANADA E CATIVA, A UM SÓ TEMPO, DA POLÍTICA;
NÃO TEM CORAGEM DE GASTAR MAIS DO QUE VINTE REAIS NO CABELO.

mercoledì, aprile 16, 2008

Lost my voice in New York City
never heard it again after sixty-seven
Now I talk like you
Now I sing like you

Cigarette and coffee to make me sick
Couple of families to make me think
Going to see my lawyer
Going to read my mail
Lost my voice in New York City
Guess you always knew

SIM, COHEN. SIM. COHEN. SIM: COHEN. SIM, COHEN!
COHEN LANÇOU UM FEITIÇO. NÃO SEI SE SOBRE PESSOAS DETERMINÁVEIS OU DETERMINADAS. SÓ ATESTO QUE MEU NOME ESTAVA NA RELAÇÃO - A CUJO FIM NÃO TIVE ACESSO, NÃO DESCOBRI SE É UM NÚMERO CHEIO OU A BARRA QUE INDICA A DÍZIMA PERIÓDICA.

SOMOS XIFÓPAGOS, SUA POESIA E MEU PAR DE RETINAS. A EXATAMENTE TUDO O QUE ESCREVE, EU APLAUDO - E COM UMA FREQÜÊNCIA PSIQUIATRICAMENTE PREOCUPANTE. PORQUE É TUDO IMPACTANTE E SIMPLES A UM SÓ TEMPO.

'PERDER A VOZ EM NOVA IORQUE' E PASSAR-SE A UTILIZAR DA ALHEIA É UMA CONCEPÇÃO MARAVILHOSAMENTE SINGELA E ORIGINAL. HÁ UM VASO NA CASA DA MINHA MÃE QUE SE PLANTOU NA MINHA CABEÇA, NO QUE TENTEI VISUALIZAR A POESIA DE COHEN. ELE É QUADRADO E BRANCO. PERFEITO NAS ARESTAS. NÃO AGRIDE OS OLHOS, NÃO FAZ CASO DA MESA DE CENTRO ESCURA, COMPORTA IMACULADAMENTE A PALMEIRINHA QUE LHE EMBUTIRAM NO MIOLO.

OS VERSOS DO COHEN - COMO JÁ FALEI, MEU MELHOR DEMÔNIO - SÃO ASSIM. INSTALAM-SE VAGAROSAMENTE NA PARTE BOA DA MEMÓRIA. NÃO DISCUTEM COM MAIS NADA, NÃO SE IMPÕEM, NÃO SUBJUGAM. MAS, INDISCUTIVELMENTE, ENSOMBRAM TODO O ENTORNO. DA MANEIRA MAIS PACÍFICA E DEFINITIVA COM QUE UM VASO SE ALIA A UM CANTO DE SALA, FAZENDO-LHE FALTA QUANDO SE VAI. MAIS QUE O JOGO DE SOFÁS.

lunedì, aprile 14, 2008



ESTÁVAMOS, A UM SÓ TEMPO, MAS SEM SABÊ-LO, RAFA E EU ESCUTANDO NO CARRO A MESMÍSSIMA MÚSICA: 'PLEASE, DON'T PASS ME BY (A DISGRACE)', QUE ACHO QUE É UMA DAQUELAS 'MONSTRUOSIDADES DE DELICADEZA' A QUE O VINICIUS SE REFERIU, HÁ ALGUMAS DÉCADAS.

OS VERSOS SÃO SIMPLES, TUDO GIRA EM TORNO DE UM HOMEM-SANDUÍCHE PEDINTE. MAS NA HORA DOS CRÉDITOS, O MEU BEST DEMON SE ALONGA:

I wish you'd go home with someone else.
Don't be the person that you came with.
Oh, don't be the person that you came with,
Oh don't be the person that you came with.
Ah, I'm not going to be.
I can't stand him.
I can't stand who I am.
That's why I've got to get down on my knees.
Because I can't make it by myself.
I'm not by myself anymore
E ISSO ME LEVA A UM HYPERLINK DELICIOSO:

'YOU CAN'T STAND WHAT I'VE BECOME,
YOU'D MUCH PREFER DE GENTLEMAN
I WAS BEFORE'

venerdì, aprile 11, 2008


Respondi que nunca se muda de vida; que, em todo caso, todas se equivaliam, e que a minha, aqui, não me desagradava em absoluto.

— Não, não consigo acreditar. Tenho certeza de que já lhe ocorreu desejar uma outra vida.

Respondi-lhe que naturalmente, mas que isso era tão importante quanto desejar ser rico, nadar muito depressa ou ter uma boca mais bem-feita. Era da mesma ordem. Mas ele me deteve e quis saber como eu imaginava essa outra vida. Então gritei:

— Uma vida na qual me pudesse lembrar desta vida.

giovedì, aprile 10, 2008

1- ENSINOU-ME A NÃO GLORIFICAR O SOFRIMENTO, O QUE PODE VIR A SER 'FEIO, IMODESTO E VÃO'. E AGREGOU A MEU NOME OUTROS DOIS: 'NEURÓTICA' E 'ENFERMIÇA';

2- DESTE EU CARREGO MUITO, ATÉ DEMAIS - O QUE ME DESOLA, NO MAIS DAS VEZES. RECORRO A ELE QUANDO SOZINHA, MAS SOZINHA E DESENGANADA. ENSINOU-ME TUDO O QUE EU PRECISAVA SABER, EM RELAÇÃO À MINHA MÃE: "A chávena que era por onde o pequenito que morreu bebia sempre, E tem uma falha na asa (e tudo isto cabe num coração de mãe e enche-o)" ;

3- APRESENTOU-ME A KANT, A PAVESE, A KIERKEGAARD E A TODOS OS OUTROS QUE HOJE ME INSTIGAM A ABANDONAR ESSA VIDINHA ASSALARIADA E ME ENCLAUSURAR NUMA CIDADE DESCONHECIDA. FEZ-ME BORDAR DETRÁS DE UMA DAS ORELHAS UM BINÔMIO QUE ASSUSTA MUITA GENTE;

4- REVISITOU MEUS CONCEITOS TODOS, TODOS, TODOS. ACUDIU-ME QUANDO EU PRECISAVA ENGASGAR, QUANDO EU PRECISAVA DE UM COMA, ANTES DE VOLTAR À TONA. ELE SEMPRE POTENCIALIZOU MEU SOFRIMENTO, ARRASTOU-ME PARA O ABISMO DE ONDE OS BÚFALOS SALTAM, QUANDO CAÇADOS. E EU DESCOBRI QUE NO VALE EXISTE UM COLCHÃO DE CRISÂNTEMOS, E QUE NADA CONSEGUE SER TÃO MAGNÉTICO QUANTO UMA DOR BEM-SENTIDA. PRESCREVERAM-ME UMA TERAPIA INVASIVA, PARA OS DIAS DE ABANDONO E POUCA-FÉ: APLICAÇÃO ENDOVENOSSA, POR DIAS, TALVEZ DECÊNIOS ININTERUPTOS DO MAIS TERNO COHEN;

5- VINICIUS E SUAS NOTRE DAMMES. E SUAS RUAS ESCURAS, AS AMARGAS, ONDE A FÉ NÃO MITIGA A ANGÚSTIA DA GATA LOUCA. NÃO SEI DE QUEM MAIS ELE É, MAS SÓ UTILIZO A ANTONOMÁSIA COMPLETA, NOME E SOBRENOME: MEU POETINHA. DAS HORAS TRISTÍSSIMAS, DAS INQUIETUDES COM DEUS, DAS PERFEIÇÕES FRUSTRANTES;

6- MEU ESTRAGEIRO, MEU SÍSIFO, MEU MERSAULT, MEU ABSURDO. QUE ME CONDENOU: "Há gente que é feita para viver e gente que é feita para amar.”

martedì, aprile 08, 2008

Silence
 and a deeper silence 
 when the crickets 
 hesitate

DIREITO EMPRESARIAL



FIRMA INDIVIDUAL, EMPRESÁRIO COLETIVO. SÃO, EVIDENTENTEMENTE CONCEITOS DISTINTOS. MAS O EMINESTÍSSIMO PROFESSOR (E NÃO ESTOU SENDO IRÔNICA, DE FORMA ALGUMA, PORQUE APRENDI A GOSTAR DAS AULAS DELE, AFINAL; DE ACORDAR COM GOSTO NAS SEGUNDAS E NAS TERÇAS-FEIRAS) AMIN TEM O TERRÍVEL HÁBITO DE OMITIR O 'COLETIVO'. ENTÃO QUEDO-ME EU, TAMBÉM ESQUECIDA DO SOBRENOME DA FIRMA, DIZENDO TUDO ENVIESADO.

ESTOU ME APAIXONANDO POR DIREITO COMERCIAL. PELOS CONCEITOS, PELO CAPITAL SOCIAL, PELO CAPITAL INTEGRALIZADO. E PELAS RESPONSABILIDADES GERADAS POR ESSA APLICAÇÃO FINANCEIRA.

DIREITO É, NO MAIS DAS VEZES, IRRESISTÍVEL. E POSSO ME CONSIDERAR PROMÍSCUA, PORQUE JÁ ME APAIXONEI FULMINANTEMENTE PELO CONSTITUCIONAL - ANTES DO ANTES -, PELO ADMINISTRATIVO, PELO DIREITO DE FAMÍLIA E PELO PROCESSO PENAL. E AINDA ARRANJO ESPAÇO NO MEU 'CORAÇÃO VENOSO PERIFÉRICO' PARA UMA COISA TÃO BONITA FEITO O DIREITO EMPRESARIAL.

POIS TAMBÉM EU, A EXEMPLO DA SOCIEDADE POR COTAS, RESPONSABILIZO-ME PELO MONTANTE QUE INTEGRALIZEI, APENAS. PELO QUE INVESTI NAS PESSOAS. PARA PREJUÍZOS OUTROS, PROCUREM JESUS.

SEMPRE DIGO QUE AMAVA, QUANDO CRIANÇA, CASTRO ALVES. MAS NUNCA EXPLICO O PORQUÊ.

EU DECORAVA POESIAS DELE, PODIA DESENHÁ-LO DE MEMÓRIA. E A DE QUE MAIS GOSTAVA ERA 'AS DUAS FLORES':

A Duas Flores
São duas flores unidas,
São duas rosas nascidas

Talvez do mesmo arrebol,

Vivendo no mesmo galho,

Da mesma gota de orvalho,

Do mesmo raio de sol.


Unidas, bem como as penas

Das duas asas pequenas
De um passarinho do céu...

Como um casal de rolinhas,

Como a tribo de andorinhas

Da tarde no frouxo véu.


Unidas, bom como os prantos,

Que em parelha descem tantos

Das profundezas do olhar...
Como o suspiro e o desgosto,

Como as covinhas do rosto,

Como as estrelas do mar.


Unidas... Ai quem pudera
Numa eterna primavera

Viver, qual vive esta flor.

Juntar as rodas da vida,

Na rama verde e florida,

Na verde rama do amor!


E SORRIO ABOBALHADA, LENDO ISSO, QUE SÃO OS MEUS ONZE ANOS DE IDADE. APRENDI A PALAVRA ARREBOL. COMECEI A AGREGAR PRIMOS, SOMO 'O SUSPIRO E O DESGOSTO'. A RITMAR TUDO, A LER POESIA. A GOSTAR DA BAHIA.
Todos temos histórias, e os verdadeiros sobreviventes tÊm histórias interessantes. Na vida real, o ânimo tem que existir em meio à confusão dos brindes, bombas atômicas e campos de trigo.

ANDREW SOLOMON. O LIVRO É DIDATICÍSSIMO, E, CONFORME JÁ EXPLICITEI HÁ CERCA DE VINTE POSTAGENS, POÉTICO.

NÃO SEI SE MINHA HISTÓRIA É INTERESSANTE. OS DETALHES DO ENTREVIDAS É QUE O SÃO. A LUCIDEZ MAIS TARDE AFERIDA. OS MOTIVOS, HOJE INSUBSISTENTES. TUDO. A COISA TODA, FISIOLOGICAMENTE EXPLICADA.

NÃO ESPERO - E NEM DESEJO - QUE NINGUÉM ME COMPREENDA NESTE INSTANTE. MESMO PORQUE AS QUATRO PESSOAS CAPAZES DE DECIFRAR O ESCRITO, CAMILA, KLENNY, MINHA MÃE E EU PRÓPRIA NÃO SE PRESTAM A LER NADA QUE ME DIGA RESPEITO.
DESENHO DO COHEN. COMO TANTOS OUTROS, ADORÁVEIS.

REPRODUZO POEMA DELE. AINDA QUE NÃO ORGANIZADO EM VERSOS E ESTROFES,

I stopped to listen, but he did not come. I begain again with a sense of loss. As this sense deepened I heard him again. I stopped stopping and I stopped starting, and I allowed myself to be crushed by ignorance. This was a strategy, and didn't work at all. Much time, years were wasted in such a minor mode. I bargain now. I offer buttons for his love. I beg for mercy. Slowly he yields. Haltingly he moves toward his throne. Reluctantly the angels grant to one another permission to sing. In a transition so delicate it cannot be marked, the court is established on beams of golden symmetry, and once again I am a singer in the lower choirs, born fifty years ago to raise my voice this high, and no higher.

ACHO BEM NÍTIDA A REFERÊNCIA A DEUS. MAS EU OUSO DESCONSIDERAR - QUE É UMA PALAVRA LINDA, EM INGLÊS, 'DEFY' - A PARTE FINAL. E DIRIGIR O PRINCÍPIO E O MEIO A MEU PAI.

...DÉJÀ VU.

domenica, aprile 06, 2008

Num governo que aprisiona qualquer pessoa injustamente, o verdadeiro lugar de um homem justo é também na prisão. O lugar apropriado, hoje, o único lugar que Massachusetts proporciona a seus espíritos mais livres e menos desesperançados, são seus cárceres, nos quais se verão aprisionados e expulsos do Estado, por ação deste, os mesmos homens que haviam expulsado a si mesmos por seus princípios. É ali que deverão encontra-los o escravo foragido, o prisioneiro mexicano em liberdade condicional e o índio que queiram protestar contra as injustiças sofridas por sua raça; naquele lugar à parte, embora mais livre e honroso, em que o Estado coloca aqueles que não estão com ele, mas contra ele – o único lugar num Estado escravo em que um homem livre pode viver com honra.

venerdì, aprile 04, 2008

http://jus2.uol.com.br/doutrina/texto.asp?id=4467 Em defesa da existência

Desfazendo-se logo nas primeiras frases das críticas que católicos e comunistas lançavam contra o existencialismo, Sartre dedicou-se então a discorrer sobre o tema da noite. A platéia, umas 300 pessoas num lugar em que cabiam 200, fascinada com a erudição dele, transtornada pela emoção do momento, bebia-lhe as palavras. “A existência precede a essência” – disse ele – parte da subjetividade de cada um. O homem é o que se lança para o futuro, o que é consciente de se projetar no futuro. Se Deus não existe pelo menos existe o homem, ou a “ realidade humana” como preferia Heidegger.

O homem não é capaz de superar a subjetividade humana, visto que cada um de nós escolhe a si próprio. E nas escolhas que fazemos nunca decidimos pelo mal, o que escolhemos sempre é o bem. Nada pode ser bom para nós se não o é para todos. Na linha do imperativo categórico de Kant, assegurou que “ meu ato...é uma manifestação universal”. É o que pretendo que os outros façam e sigam, porque sempre escolho o que pareceu-me ser o bem. A responsabilidade de cada um de nós é portanto imensa, visto que sou responsável por mim e por todos.

Crio uma certa imagem do homem por mim escolhida – escolho o homem. E nesta escolha torno-me um legislador, o que me trás responsabilidades infinitas. A angustia gerada pela escolha é, pois, inevitável, mas ela não paralisa o meu agir. Ao contrário, “ é condição da minha ação”, sendo que a sensação de desamparo é decorrente da consciência de que Deus não existe.

Nada me é vedado, “tudo é permitido”. O “homem é livre”... “esta condenado a ser livre”. Estamos sós e sem desculpas, pois não estamos sujeitos “ao domínio luminoso dos valores” (religiosos ou ideológicos). O homem, lançado “ao mundo, é responsável por tudo quanto fizer”. Para o existencialismo existe dois tipos de moral. Uma delas é a moral da simpatia, de pura dedicação individual. A outra, todavia, é bem mais ampla e comprometida: é a que envolve as questões sociais ou algo equivalente. Se os valores são vagos, indefinidos, como poderei me guiar? O que pode me servir de bússola? Em que poderei me apoiar para tomar uma decisão? “Nos instintos”, disse Sartre, categórico. O que importa mesmo é o sentimento. Quando me socorro de um conselheiro (um professor, um confessor) já é uma determinação. Não há nenhum sinal no mundo, não há moral geral.

http://educaterra.terra.com.br/voltaire/cultura/2005/06/28/000.htm

Antes, a questão era descobrir se a vida precisava ter algum significado para ser vivida. Agora, ao contrário, ficou evidente que ela será vivida se não tiver significado.

CAMUS, DE QUEM EU NUNCA SOUBE DISCORDAR. FUI DESCOBRIR TARDIAMENTE POR QUE ROMPEU COM MEU DEMÔNIO-POTENCIAL, SARTRE.

MINHA VISÃO ERA EQUIVOCADA. ENTENDIA QUE SUAS DIVERGÊNCIAS ERAM RELIGIOSAS - O QUE PODE PERFEITAMENTE SER ACERTADO, CASO CONSIDEREMOS, COMO MEU PAI, A POLÍTICA UMA RELIGIÃO. ENTRETANTO, LEIO: UM ERA COMUNISTA. O OUTRO, NÃO. EM VERDADE, COMUNISTA NÃO É A PALAVRA. FASCISTA. SARTRE ERA FASCISTA.




giovedì, aprile 03, 2008

Dear Heather
Please walk by me again
With a drink in your hand
And your legs all white
From the winter

O QUE IMPORTAR DO BARÉM?

APARELHOS ELETR. DE ALARME, P/PROTECAO CONTRA ROUBO
FONTE: MDIC


MINHA ROTINA, COM O MDIC E A ALICEWEB, É MUITO MAIS FARTA. SEI PARA QUE RAIOS SERVE MALI, DENTRO DO NOSSO INTERCÂMBIO COMERCIAL, V.G. IMPORTAMOS EXATAS SESSENTA LINHAS DESSE PAÍS. CALCINHAS DE MALHA DE ALGODÃO, INCLUSIVE.

E PARA A ILHA PITCAIM (WEDGED ENTRE CHILE E AUSTRÁLIA), O QUE ENDEREÇAMOS? TRANSÍSTORES.

mercoledì, aprile 02, 2008

AROMATIZANDO OS EMÍLIOS DE COHEN


Waiting for Marianne from "Flowers for Hitler"

I have lost a telephone with your smell in it

I am living beside the radio
all the stations at once
but I pick out a Polish lullaby
I pick it out of the static
it fades I wait I keep the beat
it comes back almost aSLeep

Did you take the telephone
knowing I'd sniff it immoderately
maybe heat up the plastic
to get all the crumbs of your breath

and if you won't come back
how will you phone to say
you won't come back
so that I could at least argue


SIM, COHEN PODE SER ALUDIDO A TODO INSTANTE, SEJA QUAL FOR O ASSUNTO. OCORREU-ME ESSE POEMA, DE UM DOS LIVROS QUE, ANTES DE MORRER, LEIO, PORQUE ME ESCREVEU O RAFA: isso sempre acontece comigo também, de lembrar de pessoas e lugares e ocasiões por causa do olfato. por exemplo, hoje senti saudade de miami porque senti cheiro de miami na rua...

ESTIVE, EU, EM MIAMI, EM IDOS DE 1993. NÃO ME RECORDO DO QUE SE SENTIA, NAS RUAS. MAS SEI A QUE CHEIRAVAM 1997, 1999 E 2005. E 2006. E OS PRIMEIROS BIÊNIOS DE 2008. PASSADA QUASE DÉCADA E EU AINDA FECHO OS OLHOS E SINTO AQUELE PERFUME DE MAR, AGOSTO DE 1999. E EU AINDA VEJO O SEIXO ROLADO NA PRAIA, AS EMBALAGENS DOS CADBURY, A MINHA CAMA TÃO LONGE DO CHÃO.


E ERA TUDO DESLUMBRANTE, POR SOZINHA QUE EU ME SENTISSE. FOI QUANDO ENTENDI VINICIUS DE MORAES, QUANDO SALPIQUEI COM CANETA VERMELHA A 'RUA DA AMARGURA'. QUANDO APRENDI ISTO: e ela entrou pelos meus olhos, banhou-se no meu cristalino, acendeu-me a íris e postou-se como santa Luzia no nicho de minhas pupilas oferecendo-me os próprios olhos numa salva de prata e pôs-se a comer devagarinho minha cabeça enquanto eu não sabia o que lhe dissesse só pedia vem comigo vem comigo mas ela não podia porque não era o dia. EM VERDADE, CHEGUEI A INJETAR ESSE EXCERTO NUMA TERRA ROXA, FERTÍLIMA - QUE ERA O MEU ESTADO DE ESPÍRITO À ÉPOCA.